São uma gente à parte – quase uma raça distinta das outras. Os que amam o Carnaval como amam todas as outras festas, não são dignos do nome de carnavalescos. O carnavalesco é um homem que nasceu para o Carnaval, que vive para o Carnaval, que conta os anos de vida pelos Carnavais que tem atravessado, e que, na hora da morte, só tem uma tristeza: a de sair da vida sem gozar os Carnavais incontáveis que inda se hão de suceder no Rio de Janeiro pelos séculos sem fim.
OLAVO BILAC, Ironia e Piedade, 1916.
CAPÍTULOS DE HISTÓRIA E CARNAVAL
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